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Manoel Neves é graduado e especialista em Linguagens pela UFMG. Atua, há mais de dez anos, no magistério, em cursos preparatórios para concursos públicos, para o ENEM e no ensino médio. É consultor educacional nas áreas de Redação e de Literatura Brasileira e co-autor do livro "Redação e Atualidades para o ENEM: 12 Eixos temáticos".
Aluna do 3° ano do genoma
Por que “O bonde passa cheio de pernas” é uma metonimia?
@Ruth Torres
Primeiramente: “bonde” é uma espécie de “metrô” do início do século.
Muito bem!
Dentro do metrô/bonde, estão não só as pernas, mas as pessoas inteiras.
No verso referido, o locutor referiu-se apenas às pernas, no lugar das pessoas.
A metonímia, no caso, sugere, uma ideia de movimento, chamado por muitos autores de “flash cinematográfico”.
É como se alguém estivesse parado e o metrô/bonde passasse rapidamente… Tão rápido que o locutor, do lugar onde estava, vê apenas as pernas das pessoas.
Eis o “flash cinematográfico”.
Abraço.