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Arquivo da Categoria ‘Paulo Leminski’

Paulo Leminski: “Ervilha da fantasia”

18, abril, 2011 Sem comentários

Categories: Paulo Leminski Tags:

Pareça e desapareça, de Paulo Leminski

26, março, 2009 1 comentário

Parece que foi ontem.

Tudo parecia alguma coisa.

O dia parecia noite.

E o vinho parecia rosas.

Até parece mentira,

tudo parecia alguma coisa.

O tempo parecia pouco,

e a gente se parecia muito.

A dor, sobretudo,

parecia prazer.

Parecer era tudo

que as coisas sabiam fazer.

O próximo, eu mesmo.

Tão fácil ser semelhante,

quando eu tinha um espelho

pra me servir de exemplo.

Mas vice versa e vide a vida.

Nada se parece com nada.

A fita não coincide

Com a tragédia encenada.

Parece que foi ontem.

O resto, as próprias coisas contem.

Além-alma (uma grama depois), de Paulo Leminski

26, março, 2009 Sem comentários

Meu coração lá de longe

faz sinal que quer voltar.

Já no peito trago em bronze:

NÃO TEM VAGA NEM LUGAR.

Pra que me serve um negócio

que não cessa de bater?

Mais me parece um relógio

que acaba de enlouquecer.

Pra que é que eu quero

quem chora, se estou tão bem assim,

e o vazio que vai lá fora

cai macio dentro de mim?

Distraídos venceremos, de Paulo Leminski

26, março, 2009 Sem comentários

Distraídos venceremos, publicado em 1987, reúne poemas escritos entre 1983 e 1987, já alguns anos depois que o poeta viveu e assimilou as fases da Poesia Concreta, do Tropicalismo e da Poesia Marginal. A convergência com o concretismo, como pesquisou Fabrício Marques de Oliveira, pode ser avaliada no parentesco estético entre Leminski e Décio Pignatari, que observou que a vanguarda não deve ser imposta a ferro e fogo, mas a erro e jogo. A vanguarda não é revolução permanente, mas contribuição permanente. Para Leminski, a contribuição da Poesia Concreta foi fundamental, trouxe-lhe a consciência aguda da materialidade da linguagem, a palavra enquanto signo altamente significativo, tornando mais nova a informação poética. Segundo o referido movimento, a poesia não deve ficar apenas na trincheira da literatura, mas se vincular a outras artes, assumir o caráter intersemiótico. Para baixar o livro, clique aqui.

La vie en close, de Paulo Leminski

26, março, 2009 Sem comentários

Livro póstumo de Paulo Leminski, La vie en close [cujo título faz uma brincadeira com a canção "La vie en rose", que ficou famosa na voz de Edith Piaf] foi lançado em 1991, dois anos depois da morte do poeta curitibano. Para baixar o livro, clique aqui.