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“Carlos Drummond de Andrade: o fazendeiro do ar”, por Fernando Sabino
Apresentando “Contos de aprendiz”, de Carlos Drummond de Andrade
Publicado em 1951, o livro Contos de aprendiz reúne 15 narrativas em linguagem simples, despojada, com fortes marcas de oralidade.
O título da coletânea sugere modéstia, simplicidade e aprendizagem. Remete, ainda, à infância, que perpassa várias narrativas.
Pode-se afirmar que neste livro predomina uma preocupação com a análise da vida interior das personagens. Quase sempre irrompe uma “memória afetiva”, mesmo quando se trata de problemas sociais.
Quanto à temática, os quinze contos podem ser divididos em: a) infância; b) retratos e impressões; c) narrativas sociais; e d) textos de caráter fantástico.
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Boitempo, de Carlos Drummond de Andrade
Boitempo é uma obra que trata das recordações da infância. Estruturado em dois volumes, o livro reproduz alguns dos temas constantes da poesia de Drummond de, a saber: a infância, a memória, a visão irônica do mundo.
A obra de Carlos Drummond de Andrade, apesar de começar a ser publicada em 1930, insere-se dentro das propostas estético-ideológicas da Primeira Geração do Modernismo Brasileiro [1922-1930], na medida em que se utiliza do verso livre [o que é facilmente constatado pela leitura de seu primeiro livro, Alguma poesia], da temática coloquial e urbana [presente em poemas como “Inocentes do Leblon” ou “Morro da Babilônia”, de Sentimento do mundo] e da ironia [a visão corrosiva da vida e do mundo comparece na obra do poeta mineiro desde a primeira página de Alguma poesia, nos versos do “Poema de sete faces”].
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