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Arquivo da Categoria ‘Gil Vicente’

Questões fechadas sobre “Auto da barca do inferno”, de Gil Vicente

20, julho, 2011 Sem comentários

Análise de “Auto da barca do inferno”, de Gil Vicente

18, julho, 2011 Sem comentários

Apresentando o “Auto da barca do inferno”

11, maio, 2008 1 comentário

Escrito em 1517, durante a transição entre Idade Média e Renascimento, o Auto da barca do inferno, é uma das obras mais representativas do teatro vicentino. Como em tantas outras peças, nesta o autor aproveita a temática religiosa como pretexto para a crítica de costumes.

 

É uma das peças mais famosas do dramaturgo. Segundo a edição original, foi composto para contemplação da sereníssima e muito católica rainha Lianor, nossa senhora, e representado por seu mandado ao poderoso príncipe e mui alto rei Manuel, primeiro de Portugal deste nome.

 

Gil Vicente, ao apresentar seu Auto da barca do inferno, utiliza a expressão “auto de moralidade”, com a qual os historiadores da literatura designam algumas produções do final da Idade Média em que os personagens [alegóricos] personificam exclusiva ou predominantemente idéias abstratas dispostas entre o Bem e o Mal. Pouco tempo antes, a palavra francesa moralité era empregada para designar obras poéticas de caráter didático-moral, tal como, a nosso ver, o termo deve ser entendido na obra.

 

Em seguida, o escritor julga necessário declarar o argumento utilizado para compor a trama. As almas, após se libertarem de seus corpos terrestres, dirigem-se a um braço de mar onde dois barcos as esperam: um deles, conduzido por um Anjo, levará as almas ao Paraíso e outro, tripulado pelo Diabo e seu Companheiro, dirige-se ao Inferno. E de se supor que o porto em que estão as barcas seja o Purgatório.

 

Primeira das três “barcas” escritas por Gil Vicente, a do Inferno tem como personagens almas de representantes das variadas classes sociais e de algumas atividades diversas, além de quatro cavaleiros cruzados. Cada personagem é julgada e condenada ao seu destino, embarcando em companhia do Diabo ou do Anjo.

 

Foi escrita em versos rimados, fundindo poesia e teatro, fazendo com que o texto, cheio de ironia, trocadilhos, metáforas e ritmo, fluísse naturalmente. Faz parte da trilogia dos Autos da Barca [do Inferno, do Purgatório, do Céu].

 

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