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As Formigas, de Lygia Fagundes Telles

As Formigas, de Lygia Fagundes Telles

Quando minha prima e eu descemos do táxi, já era quase noite. Ficamos imóveis diante do velho sobrado de janelas ovaladas, iguais a dois olhos tristes, um deles vazado por uma pedrada. Descansei a mala no chão e apertei o braço da prima.

 

– É sinistro.

 

Ela me impeliu na direção da porta. Tínhamos outra escolha? Nenhuma pensão nas redondezas oferecia um preço melhor a duas pobres estudantes com liberdade de usar o fogareiro no quarto, a dona nos avisara por telefone que podíamos fazer refeições ligeiras com a condição de não provocar incêndio. Subimos a escada velhíssima, cheirando a creolina.

 

– Pelo menos não vi sinal de barata – disse minha prima.

 

A dona era uma velha balofa, de peruca mais negra do que a asa da graúna. Vestia um desbotado pijama de seda japonesa e tinha as unhas aduncas recobertas por uma crosta de esmalte vermelho-escuro, descascado nas pontas encardidas. Acendeu um charutinho.

 

– É você que estuda medicina? – perguntou soprando a fumaça na minha direção.

 

– Estudo direito. Medicina é ela.

 

A mulher nos examinou com indiferença. Devia estar pensando em outra coisa quando soltou uma baforada tão densa que precisei desviar a cara. A saleta era escura, atulhada de móveis velhos, desparelhados. No sofá de palhinha furada no assento, duas almofadas que pareciam ter sido feitas com os restos de um antigo vestido, os bordados salpicados de vidrilho.

 

Vou mostrar o quarto, fica no sótão – disse ela em meio a um acesso de tosse. Fez um sinal para que a seguíssemos. – O inquilino antes de vocês também estudava medicina, tinha um caixotinho de ossos que esqueceu aqui, estava sempre mexendo neles.

 

Minha prima voltou-se:

 

– Um caixote de ossos?

 

A mulher não respondeu, concentrada no esforço de subir a estreita escada de caracol que ia dar no quarto. Acendeu a luz. O quarto não podia ser menor, com o teto em declive tão acentuado que nesse trecho teríamos que entrar de gatinhas. Duas camas, dois armários e uma cadeira de palhinha pintada de dourado. No ângulo onde o teto quase se encontrava com o assoalho, estava um caixotinho coberto com um pedaço de plástico. Minha prima largou a mala e, pondo-se de joelhos, puxou o caixotinho pela alça de corda. Levantou o plástico. Parecia fascinada.

 

– Mas que ossos tão miudinhos! São de criança?

 

– Ele disse que eram de adulto. De um anão.

 

– De um anão? é mesmo, a gente vê que já estão formados… Mas que maravilha, é raro a beça esqueleto de anão. E tão limpo, olha aí – admirou-se ela. Trouxe na ponta dos dedos um pequeno crânio de uma brancura de cal. – Tão perfeito, todos os dentinhos!

 

– Eu ia jogar tudo no lixo, mas se você se interessa pode ficar com ele. O banheiro é aqui ao lado, só vocês é que vão usar, tenho o meu lá embaixo. Banho quente extra. Telefone também. Café das sete às nove, deixo a mesa posta na cozinha com a garrafa térmica, fechem bem a garrafa recomendou coçando a cabeça. A peruca se deslocou ligeiramente. Soltou uma baforada final: – Não deixem a porta aberta senão meu gato foge.

 

Ficamos nos olhando e rindo enquanto ouvíamos o barulho dos seus chinelos de salto na escada. E a tosse encatarrada.

 

Esvaziei a mala, dependurei a blusa amarrotada num cabide que enfiei num vão da veneziana, prendi na parede, com durex, uma gravura de Grassman e sentei meu urso de pelúcia em cima do travesseiro. Fiquei vendo minha prima subir na cadeira, desatarraxar a lâmpada fraquíssima que pendia de um fio solitário no meio do teto e no lugar atarraxar uma lâmpada de duzentas velas que tirou da sacola. O quarto ficou mais alegre. Em compensação, agora a gente podia ver que a roupa de cama não era tão alva assim, alva era a pequena tíbia que ela tirou de dentro do caixotinho. Examinou- a. Tirou uma vértebra e olhou pelo buraco tão reduzido como o aro de um anel. Guardou-as com a delicadeza com que se amontoam ovos numa caixa.

 

– Um anão. Raríssimo, entende? E acho que não falta nenhum ossinho, vou trazer as ligaduras, quero ver se no fim da semana começo a montar ele.

 

Abrimos uma lata de sardinha que comemos com pão, minha prima tinha sempre alguma lata escondida, costumava estudar até de madrugada e depois fazia sua ceia. Quando acabou o pão, abriu um pacote de bolacha Maria.

 

– De onde vem esse cheiro? – perguntei farejando. Fui até o caixotinho, voltei, cheirei o assoalho. – Você não está sentindo um cheiro meio ardido?

 

– É de bolor. A casa inteira cheira assim – ela disse. E puxou o caixotinho para debaixo da cama.

 

No sonho, um anão louro de colete xadrez e cabelo repartido no meio entrou no quarto fumando charuto. Sentou-se na cama da minha prima, cruzou as perninhas e ali ficou muito sério, vendo-a dormir. Eu quis gritar, tem um anão no quarto! mas acordei antes. A luz estava acesa. Ajoelhada no chão, ainda vestida, minha prima olhava fixamente algum ponto do assoalho.

 

– Que é que você está fazendo aí? – perguntei.

 

– Essas formigas. Apareceram de repente, já enturmadas. Tão decididas, está vendo?

 

Levantei e dei com as formigas pequenas e ruivas que entravam em trilha espessa pela fresta debaixo da porta, atravessavam o quarto, subiam pela parede do caixotinho de ossos e desembocavam lá dentro, disciplinadas como um exército em marcha exemplar.

 

– São milhares, nunca vi tanta formiga assim. E não tem trilha de volta, só de ida – estranhei.

 

– Só de ida.

 

Contei-lhe meu pesadelo com o anão sentado em sua cama.

 

– Está debaixo dela – disse minha prima e puxou para fora o caixotinho. Levantou o plástico. – Preto de formiga. Me dá o vidro de álcool.

 

– Deve ter sobrado alguma coisa aí nesses ossos e elas descobriram, formiga descobre tudo. Se eu fosse você, levava isso lá pra fora.

 

– Mas os ossos estão completamente limpos, eu já disse. Não ficou nem um fiapo de cartilagem, limpíssimos. Queria saber o que essas bandidas vem fuçar aqui.

 

Respingou fartamente o álcool em todo o caixote. Em seguida, calçou os sapatos e como uma equilibrista andando no fio de arame, foi pisando firme, um pé diante do outro na trilha de formigas. Foi e voltou duas vezes. Apagou o cigarro. Puxou a cadeira. E ficou olhando dentro do caixotinho.

 

– Esquisito. Muito esquisito.

 

– O quê?

 

– Me lembro que botei o crânio em cima da pilha, me lembro que até calcei ele com as omoplatas para não rolar. E agora ele está aí no chão do caixote, com uma omoplata de cada lado. Por acaso você mexeu aqui?

 

– Deus me livre, tenho nojo de osso. Ainda mais de anão.

 

Ela cobriu o caixotinho com o plástico, empurrou-o com o pé e levou o fogareiro para a mesa, era a hora do seu chá. No chão, a trilha de formigas mortas era agora uma fita escura que encolheu. Uma formiguinha que escapou da matança passou perto do meu pé, já ia esmagá-la quando vi que levava as mãos a cabeça, como uma pessoa desesperada. Deixei-a sumir numa fresta do assoalho.

 

Voltei a sonhar aflitivamente mas dessa vez foi o antigo pesadelo em torno dos exames, o professor fazendo uma pergunta atrás da outra e eu muda diante do único ponto que não tinha estudado. Às seis horas o despertador disparou veementemente. Travei a campainha. Minha prima dormia com a cabeça coberta. No banheiro, olhei com atenção para as paredes, para o chão de cimento, a procura delas

. Não vi nenhuma. Voltei pisando na ponta dos pés e então entreabri as folhas da veneziana. O cheiro suspeito da noite tinha desaparecido. Olhei para o chão: desaparecera também a trilha do exército massacrado. Espiei debaixo da cama e não vi o menor movimento de formigas no caixotinho coberto.

 

Quando cheguei por volta das sete da noite, minha prima já estava no quarto. Achei-a tão abatida que carreguei no sal da omelete, tinha a pressão baixa. Comemos num silêncio voraz. Então me lembrei:

 

– E as formigas?

 

– Até agora, nenhuma.

 

– Você varreu as mortas?

 

Ela ficou me olhando.

 

– Não varri nada, estava exausta. Não foi você que varreu?

 

– Eu?! Quando acordei, não tinha nem sinal de formiga nesse chão, estava certa que antes de deitar você juntou tudo… Mas então quem?!

 

Ela apertou os olhos estrábicos, ficava estrábica quando se preocupava.

 

– Muito esquisito mesmo. Esquisitíssimo.

 

Fui buscar o tablete de chocolate e perto da porta senti de novo o cheiro, mas seria bolor? Não me parecia um cheiro assim inocente, quis chamar a atenção da minha prima para esse aspecto mas estava tão deprimida que achei melhor ficar quieta. Espargi água-de-colônia flor de maçã por todo o quarto (e se ele cheirasse como um pomar?) e fui deitar cedo. Tive o segundo tipo de sonho que competia nas repetições com o sonho da prova oral: nele, eu marcava encontro com dois namorados ao mesmo tempo. E no mesmo lugar. Chegava o primeiro e minha aflição era levá-lo embora dali antes que chegasse o segundo. O segundo, desta vez, era o anão. Quando só restou o oco de silêncio e sombra, a voz da minha prima me fisgou e me trouxe para a superfície. Abri os olhos com esforço. Ela estava sentada na beira da minha cama, de pijama e completamente estrábica.

 

– Elas voltaram.

 

– Quem?

 

– As formigas. Só atacam de noite, antes da madrugada. Estão todas aí de novo.

 

A trilha da véspera, intensa, fechada, seguia o antigo percurso da porta até o caixotinho de ossos por onde subia na mesma formação até desformigar lá dentro. Sem caminho de volta.

 

– E os ossos?

 

Ela se enrolou no cobertor, estava tremendo.

 

Aí é que está o mistério. Aconteceu uma coisa, não entendo mais nada! Acordei pra fazer pipi, devia ser umas três horas. Na volta senti que no quarto tinha algo mais, está me entendendo? Olhei pro chão e vi a fila dura de formiga, você lembra? não tinha nenhuma quando chegamos. Fui ver o caixotinho, todas trançando lá dentro, lógico, mas não foi isso o que quase me fez cair pra trás, tem uma coisa mais grave: é que os ossos estão mesmo mudando de posição, eu já desconfiava mas agora estou certa, pouco a pouco eles estão… estão se organizando.

 

– Como, organizando?

 

Ela ficou pensativa. Comecei a tremer de frio, peguei uma ponta do seu cobertor. Cobri meu urso com o lençol.

 

– Você lembra, o crânio entre as omoplatas, não deixei ele assim. Agora é a coluna vertebral que já está quase formada, uma vértebra atrás da outra, cada ossinho tomando seu lugar, alguém do ramo está montando o esqueleto, mais um pouco e… Venha ver!

 

– Credo, não quero ver nada. Estão colando o anão, é isso?

 

Ficamos olhando a trilha rapidíssima, tão apertada que nela não caberia sequer um grão de poeira. Pulei-a com o maior cuidado quando fui esquentar o chá. Uma formiguinha desgarrada (a mesma daquela noite?) sacudia a cabeça entre as mãos. Comecei a rir e tanto que se o chão não estivesse ocupado, rolaria por ali de tanto rir. Dormimos juntas na minha cama. Ela dormia ainda quando saí para a primeira aula. No chão, nem sombra de formiga, mortas e vivas, desapareciam com a luz do dia.

 

Voltei tarde essa noite, um colega tinha se casado e teve festa. Vim animada, com vontade de cantar, passei da conta. Só na escada é que me lembrei: o anão. Minha prima arrastara a mesa para a porta e estudava com o bule fumegando no fogareiro.

 

– Hoje não vou dormir, quero ficar de vigia – ela avisou.

 

O assoalho ainda estava limpo. Me abracei ao urso.

 

– Estou com medo.

 

Ela foi buscar uma pílula para atenuar minha ressaca, me fez engolir a pílula com um gole de chá e ajudou a me despir.

 

– Fico vigiando, pode dormir sossegada. Por enquanto não apareceu nenhuma, não está na hora delas, é daqui a pouco que começa. Examinei com a lupa debaixo da porta, sabe que não consigo descobrir de onde brotam?

 

Tombei na cama, acho que nem respondi. No topo da escada o anão me agarrou pelos pulsos e rodopiou comigo até o quarto, acorda, acorda! Demorei para reconhecer minha prima que me segurava pelos cotovelos. Estava lívida. E vesga.

 

– Voltaram – ela disse.

 

Apertei entre as mãos a cabeça dolorida.

 

– Estão aí?

 

Ela falava num tom miúdo como se uma formiguinha falasse com sua voz.

 

– Acabei dormindo em cima da mesa, estava exausta. Quando acordei, a trilha já estava em plena. Então fui ver o caixotinho, aconteceu o que eu esperava…

 

– Que foi? Fala depressa, o que foi?

 

Ela firmou o olhar oblíquo no caixotinho debaixo da cama.

 

– Estão mesmo montando ele. E rapidamente, entende? O esqueleto está inteiro, só falta o fêmur. E os ossinhos da mão esquerda, fazem isso num instante. Vamos embora daqui.

 

– Você está falando sério?

 

– Vamos embora, já arrumei as malas.

 

A mesa estava limpa e vazios os armários escancarados.

 

– Mas sair assim, de madrugada? Podemos sair assim?

 

– Imediatamente, melhor não esperar que a bruxa acorde. Vamos, levanta.

 

– E para onde a gente vai?

 

– Não interessa, depois a gente vê. Vamos, vista isto, temos que sair antes que o anão fique pronto.

 

Olhei de longe a trilha: nunca elas me pareceram tão rápidas. Calcei os sapatos, descolei a gravura da parede, enfiei o urso no bolso da japona e fomos arrastando as malas pelas escadas, mais intenso o cheiro que vinha do quarto, deixamos a porta aberta. Foi o gato que miou comprido ou foi um grito?

 

No céu, as últimas estrelas já empalideciam. Quando encarei a casa, só a janela vazada nos via, o outro olho era penumbra.

73 Comments

  1. esse é o final ? nãao neeh ?! mais qe a hiistoria é legaal, é :D ?

  2. Gostei da história!!!!!

  3. essa historia é muito legal e muito criativa gostei muito :)

  4. ADOREII
    mais eu li pq o meu Professor mandou
    vaai cair na pro va não gostei do fim
    sem graça era pra ter morte sangue mas td bem agente superaa

  5. MUITO BOA, estava tão empolgada na história que não acreditei quando acabou:
    - JÁ?! poucas são as histórias que eu tenha gostado, esta foi uma delas.

  6. Adorei… mas concordo com você carolina,devia pelomenos uma cabeça degolada,ou uma perna no mínimo!!

  7. Lygia, se um dia você ler isto, saiba que eu gostei muito da suas histórias… eu também lí a história do VENHA VER O POR DO SOL… é muito boa(as duas (venha ver o por do sol, e as formigas))
    ah…. ja ia quase me esquessendo! sou seu fã!!!

  8. Eu tambem gostei, mas preciso fazer un final para este texto pois a prof de redaçao mandou e eu nao tenho ideia

  9. GOSTEII MTO DESSA HISTORIA É BEM DIFERENTE DAS OUTRAS.

  10. muito legal……rsrsrsrsr
    adorei!!!!!!
    não são todos livros que agradam e olha que eu leio muito……acho a leitura muito importante para as jovens da mesma faixa etaria que eu ………de 15 a 18 anos afinal quem não sabe ler não sabe escrever

  11. Gostei da história, mas meu professor contou diferente, disse que omitiu fatos e q era pra gente ler e entender o que aconteceu. Bom, definitivamente não entendi o q houve, esperava mais do final…

  12. AMEI!!!A HISTORIA ESTAVA MUITO LOKA !

  13. Eu adorei a historia,apesar de ter no meu livro de portugues da escola da 5ºserie do Sesi(so o 1º paragrafo).Eu fiquei curiosa e eu quis procurar.Nossa sala inteira procurou eu acho……Eu sei que a minha Prof procurou pq ela que nos falou o final da historia!!!!!

  14. Gente eu estou morrendo de curiosidade para saber o fim dessa história. Aonde posso encontrar esse livro?

    Desde já agradeço.

  15. hihihiihih bem legal esse texto mesmu

  16. *Adoro esse texto, confesso que o fim também me desapontou um pouco =D
    Dae eu cuidei de torná-lo mais agradável…para mim pelo menos.
    Vou dividir aqui com todos, espero que gostem.

    (Final criado a partir do parágrafo que se inicia por:
    “Tombei na cama, acho que nem responde…”)
    ================================================================
    Tombei na cama, acho que nem respondi. Em sonho encontrei o anão uma vez mais, dessa vez me pareceu mais real que nunca. No pé da minha cama estava a nos fitar, minha prima vesga tremia ao meu lado, mas nenhuma palavra dizia, só me segurava o braço..tão apertado..apertando…

    _ Ai! – berrei

    Não distinguindo entre realidade ou sonho… Haveria eu despertado?
    Meu braço doía, mas a dor foi instantaneamente esquecida quando me deparei com o cheiro familiar a tomar o quarto, dessa vez descoberto que não era cheiro de bolor o que eu sentia.
    Minha vista agora desembaçada via a cena. Seria a cena anterior que se repetia? Não poderia. Para mim o mistério havia chegado ao fim.
    A união dos ossos nos revelava o esqueleto completo do anão… Sem olhos, sem pele… Só ossos a fitar-nos.
    A mesma formiguinha desgarrada das noites anteriores passava ao lado da cama, mas não me parecia desesperada como antes. Não sei se foi o terror do momento que me fez alucinar, mas podia jurar que ela sorria.
    Um riso mortal.
    ================================================================

  17. O FINAL NO SUSPENSE É O QUE FAZ A CABEÇA PIPOCAR…
    MUITO BOM, TEXTO CHEIO DE DETALHES E ADJETIVOS…

    PARABENS!

  18. OPs: otimo esse texto mesmo…amei, tô madando um motão de gente ler esse texto pra matar a cabeça heheh
    bjaum pra todos.
    =]

  19. odorei e esta historia vai cair na avaliaçao de portugues

  20. eu adorei

  21. Foi o conto escolhido para a minha apresentação..

  22. A Lígia é incrível !!!!!!!!!!!!!!!
    Conto maravilhoso!!!!!!!!
    :)

  23. muuuuuuuuuuuuuito da hora essa istoria hein pessoal

  24. amei essa historia foi a melhor q ja li

  25. Muiito legal..mas eu queria mesmo era ver o final da historia ficou meio sem pe e sem cabeça o final eu espero q a historia tenha outro final..mas de qualquer forma eu adorei!”!!!
    Parabens…S2

  26. Noossa ameii, só achei meio imcompleto no final!
    Lucianna gostei muitOoOoOo.. da sua versão da história, achei até melhor que a original.
    Parabéns, continue assim, quem sabe vamos ter mais uma nova escritora no fututo!! ;D

  27. adorei mt legal

  28. Q leegal.. mas soh lii pq o professor de Prtugues mandou.. lii apulso mais eh legalzinha.. Soh num gostei do final.. poderia ter mortes, sangues.. pra onde elas foram?? qual o pq q montaram o anão?? ashuashuashu poderia ser melhor pow..

  29. Sou estudante do curso de Letras, amo literatura braseira, prefiro os contos e os clássicos, amei o conto, parabéns!
    Toda essa inspiração só pode vir de Deus, louvado seja Ele por isso!

  30. vc precisa ficar pensando muito para saber desvendar isso sao muitoa enigmas e tals@Carolina dias

  31. o outro olho era o do anão q tinha se revivido

  32. gostei da história
    estou fazendo um trabalho escolar com essa história
    tenho a impressão que vou
    tirar uma boa nota

  33. Parabéns pessoal…

  34. Olá…
    Adorei o conto…
    Estou fazendo um trabalho para a escola sobre o mesmo, preciso criar um final para esta história…
    Abraços…

  35. Parabens agora mesmo estou fazendo um trabalho sobre o conto MTO MASSA!!!
    A INTERPRETAÇÃO DO CONTO DEVE AO AMBIENTE E A TENSÃO DO ACONTECIMENTO NA PENSÃO

  36. gostei muito do conto, o escolhi para meu trabalho
    adorei !!

  37. Gostei

  38. adorei , muito interessante o q sera acontecia com os esqueletos e q as formigas queriam mostrar , e o q significavam os seus sonhos ? muito misterioso parabens lygia

  39. Nossa a gente da escola Sumie GOSTA muito de Funk ai a professora de Português pedio para nós transformamos essa história em Funk ta sendo muito legal

  40. Nossa Eliana, só fui ver seu comentário agora. Confesso que adoraria ser escritora, mas vou deixar isso pra um momento menos agitado da minha vida. Obrigada por ler e que bom que gostou. =) @Eliana

  41. Pessoal, esse texto é real, literal. O mau cheiro é oriundo de flatulências da jovem (alimentação rica em gorduras e proteínas, além de biscoito industrial) e as formigas no caixote eram devido elas mexerem na caixa com as mãos sujas de comida. É natural que você esqueça alguns detalhes quando está extremamente cansado e com sono (ela estudava até a madrugada). Minha professora é Doutora em Português e interpretou (cientificamente) esse texto ontem.
    Minha professora chamou atenção da escada em espiral, os fatos ocorrerem na parte de cima da casa e elas terem que entrar abaixadas no quarto.
    Uma contradição que notei no texto foi que o crânio do “anão” era pequeno, o que não é realidade.

  42. @Alexandre, acho muito forte dizer que esse texto “é” real e literal. Sendo escrita literária, este texto dá margem para diversas interpretações, entre as quais uma que “pode ser” científica. Se você for buscar mais contos de Lygia Fagundes Telles, vai descobrir que a autora sempre brinca com o imaginário, com os enigmas. O fato de ela ser uma excelente contista (além de romancista) se deve, entre outras coisas, a ela trabalhar com o duplo sentido, com a interpretação variada, deixando ao encargo da imaginação do leitor a explicação do que ficou nas entrelinhas, do que não foi elucidado. De um lado, a autora tem todo o poder mágico de trabalhar com as palavras (o conto As Formigas tem tantos adjetivos bem colocados, tanto nos diálogos quanto na narração, você percebeu?) e, de outro, o poder de delegar ao leitor o desígnio de atribuir um sentido transcendente (ou científico) ao texto.
    Boas leituras…! ;-)

  43. Nossa que história sinistra gostei muitoooooo……… Fazendo a leitura pareçe que eu estava vivendo aquele momento …rsrsrrs

  44. muito legal

  45. mt boa essa história!!!!!!!!!! fiquei espantada qnd descobri q as formigas estavam montando os ossos!!!!!!!!!!

  46. história maravilhosa!rs

  47. lindo *-*

  48. Achei super legal, mas esperava um final tipo, o anao levanta a noite e tals, minha professora de portugues que nos passou esse livro ( venha ver o por-do-sol ) que tem esse conta bem legal!

  49. gostei muito…

  50. Amei , estava estudando na escola e amei mesmo!!!

  51. legal meu irmao fez uma pesquisa sobre esse trabalho agora eu estou na pesquisa e da hora

  52. muito massa

  53. muito legal esse suspense … tomara que eu vá bem na prova q eu farei amanha sobre esse poemaa rsrsrs

  54. Amei!!!! Vai ter FLISC no meu colegio sobre isso

  55. eu to fazendo um trabalho sobre essa história!!
    Mto legal :)

  56. estou lendo para fazer uma prova desse conto D:

  57. Minha amiga da vam estuda no EEBA ela chama jhenyfer ela imprimiu esse conto e levou ele pra escola por que ela estava trabalhando com ele , ai eu li um pouco até que chegou na escola dela ai ela falou pra mim ver no computador esse conto.Esse conto é d+

  58. Muito interessante esse conto, como todos da Lygia…li várias vezes para fazer uma ana´lise c´ritica sobre…mas como criticar c é perfeito!!! rsrsr Bom d mais +++

  59. eu tambem amei este texto amei mesmo

  60. Estou na escola fazendo um trabalho achei super interessante!!

  61. Todos nós somos reféns do medo!! O medo nos prepara para a vida. Precisamos sentir medo para sabermos quem somos e o que não queremos ser!!!

  62. Nossaa’ quando a gente menos imagina o inesperado acontece nér…
    esperava um final bem diferente desse, mas neim tudo é o que parece. Amei o conto.

  63. Amei… *——* o final foi sensacional!! deixando ao leitor a oportunidade de fazer sua própria interpretação!!

  64. Este conto simplesmente é esplêndido, pois cada um pode inventar um final. Assim, nos faz viajar para um mundo de mistério e magia. Também nos coloca diante de um mundo de criatividade. Nós viajamos no texto e deparamos-nos nas infinitas possibilidades de criar e reinventar através das palavras…. Amamos!!!!
    ASS.: Galerinha do 9º ano da FAAMA 2013.

  65. Gostei muito do conto, achar algum assim, pra mim é muito raro. É bem difícil achar algum que me agrade, este é realmente uma maravilha para se ler *-*

  66. ótimo conto!!!

  67. Conto fantastico,tenho um trabalho sobre este conto, vou amar fazêlo!!!

  68. É bem legal, na minha turma já fizemos um resumo do conto, respondemos interpretação de texto e temos que fazer uma continuação até dia 04 de abril, muito bom de trabalhar esse conto

  69. li esse livro pelo fato de ter que apresentar uma peça o final é o óóóóoóó!!

  70. nss e boa a historia mas quero ver o final

  71. gostei mt,mas quero ver o final

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